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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Sete mudanças que ajudam a conviver bem com o diabetes


Valorizar os hábitos saudáveis favorece o controle da doença.

O diabetes já afeta cerca de 246 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, mais de 6 milhões de pessoas sofrem com a doença , sem contar os que desconhecem possuir a doença. O problema pode trazer perda ou aumento de peso, é fator de risco para problemas cardiovasculares e, nos casos mais graves, provocar falência de órgãos (rins, olhos) e até a morte. Apesar dos perigos, é completamente controlável.

No entanto, apesar de ser uma doença crônica, é possível conviver bem com o diabetes - basta que o paciente tenha hábitos saudáveis e siga corretamente as indicações médicas. "Os riscos mais graves do diabetes, como perda total da visão, amputação e falência renal ocorrem em pacientes que não tiveram tratamento adequado", de acordo com o endocrinologista Josivan Lima, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - SBEM. A seguir, veja as mudanças que melhoram a vida de quem tem diabetes. 

Invista no cardápio certo
"Os pacientes diabéticos devem evitar os açúcares simples (presentes nos doces e carboidratos simples, como massas e pães), pois são absorvidos muito rapidamente, levando a picos de glicemia e, consequentemente, complicações a médio e longo prazo", de acordo com o endocrinologista Josivan Lima. Uma boa dica é beber bastante água, que ajuda a remover o excesso de glicose no sangue, que será eliminado pela urina.

Quando um alimento tem o índice glicêmico baixo, ele retarda a absorção da glicose. Mas, quando o índice é alto, esta absorção é rápida e acelera o aumento das taxas de glicose no sangue. Os carboidratos não são proibidos, mas existem recomendações dietéticas. "Uma ingestão diária de 50 a 60% de carboidratos usualmente é suficiente, preferindo-se os carboidratos complexos (castanhas, nozes, grãos integrais) que serão absorvidos mais lentamente, evitando picos de glicemia", diz Josivan.

Os diabéticos também podem sofrer de baixas de glicose no sangue, a hipoglicemia. Quinze minutos após ingerir algum alimento açucarado, cheque se a quantidade de glicose no seu sangue está normal. 

Diga não ao sedentarismo
A atividade física é essencial no tratamento do diabetes para manter os níveis de açúcar no sangue controlados e afastar os riscos de ganho de peso. "A prática de exercícios deve ser realizadas de três a cinco vezes na semana. Há restrição nos casos de hipoglicemia, de modo que pacientes não devem iniciar atividade física com a glicemia muito baixa, sob o risco de baixar ainda mais os níveis. Da mesma forma, deve-se evitar atividade física quando o diabetes está descontrolado, com glicemia muito elevadas. Nestes casos, a liberação de hormônios contra-reguladores pode aumentar mais ainda a glicemia", diz Josivan. Os pacientes devem privilegiar atividades físicas leves, pois quando o gasto calórico é maior do que a reposição de nutrientes após o treino pode haver a hipoglicemia.

É importante saber como está o controle glicêmico antes do início da atividade física para então escolher o melhor alimento. Se a glicemia está muito baixa, é aconselhável dar preferência aos carboidratos e evitá-los se estiver alta. "A escolha do alimento depende também do tipo de exercício: exercícios aeróbicos de grande duração (como corrida e natação) tendem a baixar a glicemia, sendo necessária uma ingestão maior de alimentos. Em todos os casos, os pacientes devem sempre combinar com seus médicos quais são as melhores opções, pois o tratamento do diabetes tem muitas peculiaridades individuais", diz Josivan. 

Adapte-se às aplicações de insulina
Esqueça as injeções assustadoras. Hoje, a maioria dos pacientes com diabetes do tipo 1, que precisam aplicar insulina com maior frequência, usa canetas próprias para esta função, que causam menos desconforto, pois têm agulhas menores e com material mais flexível, de silicone.

"Além disso, pode-se usar também bombas de insulina por meio de um cateter, que é implantado no tecido subcutâneo do paciente injetando doses menores de insulina ao longo do dia, evitando os picos que podem causar hipoglicemia", diz Josivan. Mas a facilidade tem seu preço. Em média, esse equipamento custa cerca de R$ 12 mil. Mensalmente, a manutenção custa, em média, R$ 500. 

Maneire no consumo de bebidas alcoólicas
O consumo de álcool não é proibido, mas deve ser moderado e nunca de barriga vazia, pois o consumo isolado pode causar hipoglicemia, pois o álcool tende a reduzir as taxas glicêmicas. O que pode causar enjoo, tremores pelo corpo, fome excessiva, irritação e dores de cabeça.

Também é importante fazer o monitoramento de glicemia antes e depois de consumir bebidas alcoólicas. Para o endocrinologista Fadlo Fraige, apenas as bebidas destiladas são permitidas (e com muita moderação), pois, segundo ele, não são feitas à base de carboidratos, como a cerveja, e o álcool tem baixo índice glicêmico. "Cuidado com cervejas e bebidas doces ou à base de carboidratos. Elas têm alto índice glicêmico e podem trazer problemas", completa.  

Evite os problemas vasculares
O diabetes provoca a aceleração do endurecimento das artérias, levando à má irrigação dos tecidos. As artérias coronárias são afetadas, podendo levar ao infarto cardíaco, além das artérias renais, levando a insuficiência renal grave.

A doença também afeta a microcirculação, ou seja, lesionando as pequenas artérias (arteríolas) que nutrem os tecidos, que atingem especialmente as pernas e os pés. Assim, é importante que ao ter dores ao caminhar, pés frios e pálidos, feridas que não cicatrizam facilmente, formigamento, "fraqueza nas pernas", deve-se procurar um angiologista ou cirurgião vascular, que pode avaliar com maior precisão os sintomas e tomar as medidas médicas para evitar maiores danos, como a amputação do membro afetado.

Também é importante evitar saunas e escalda-pés. "Em função desta alteração circulatória, os riscos de exposição às altas temperaturas e aos choques térmicos podem agravar ou desencadear quadros de angiopatias e outros problemas cardíacos", de acordo com a nutricionista Patrícia Ramos, coordenadora do Hospital Bandeirantes.  

Aumente os cuidados com os olhos
O acompanhamento oftalmológico de quem tem diabetes é recomendado devido à maior fragilidade de sua córnea. As células da córnea do diabético não têm a aderência que se encontra na maioria dos não-diabéticos. Essa fragilidade é a porta de entrada para uma série de infecções oportunistas.

A catarata também é mais comum. Em situações de hiperglicemia, o cristalino absorve água, o que pode provocar miopia. À medida em que a glicemia retorna aos seus níveis normais, o cristalino se desidrata e volta ao seu tamanho original. "Assim, a repetição dessa situação altera as fibras da estrutura do cristalino, provocando o sintoma de vista embaçada. Isso explica a maior predisposição dos diabéticos a sofrer de catarata mais cedo", de acordo com o oftalmologista Virgilio Centurion.  

Controle o estresse
Pessoas com diabetes têm maiores chances de ter ansiedade e depressão. Os pacientes podem sentir uma sensação de ansiedade em relação ao controle da hipoglicemia, da aplicação de insulina, ou com o ganho de peso. "Os pacientes com diabetes que ficam ansiosos e estressados tendem a ter menos cuidado com os níveis de açúcar no sangue, o que aumenta o risco de complicações", diz Josivan.

Além disso, a relação estresse-diabetes se mostra uma via de mão dupla. Uma pesquisa feita na Suécia e publicada pela revista científica Diabetic Medicine comprovou que os homens que passam por altos níveis de estresse e têm tendências depressivas podem dobrar os riscos de desenvolver diabetes tipo 2, aquele em que o organismo é capaz de produzir insulina, mas tem dificuldade de processá-la. De acordo com os pesquisadores, a relação entre os dois males pode ser resultado dos efeitos do estresse na capacidade cerebral em regular os hormônios, ou ainda, da influência negativa que a depressão exerce na dieta e no nível de atividade física.

Fonte: Minha Vida/UOL











sábado, 23 de março de 2013

Contra a dor de cabeça, o melhor tratamento é a prevenção


A dor de cabeça é um mal que, mais cedo ou mais tarde, todo mundo vai sentir. Em geral atribuída ao estresse e às tensões do dia a dia, pode ter as mais variadas razões, desde a ingestão de alimentos que desencadeiam a enxaqueca até problemas de visão, como o astigmatismo (visão embaralhada).
A Sociedade Internacional de Cefaleia reconhece a existência de mais de 150 tipos diferentes de dor de cabeça, sendo as mais comuns a enxaqueca e a dor de cabeça do tipo tensional (causada por tensão muscular). Estas atingem 15,2% e 13% da população nacional, respectivamente, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe).
Muitos dos que sofrem com as dores passam anos sem buscar ajuda. Mas hoje já existem no mercado vários tratamentos que evitam novas crises. Segundo a SBCe, eles podem ser com ou sem remédios, e todos têm a mesma faixa de resposta terapêutica: em cerca de 50% das pessoas, as dores de cabeça fortes reduzem sua intensidade pela metade. "O principal é o tratamento preventivo, para evitar que venham as crises", informa Mario Peres, neurologista do hospital Albert Einstein. 
Por isso, sempre que a cefaleia torna-se frequente, é importante procurar um médico. 
Fonte: Saúde-UOL

sexta-feira, 22 de março de 2013

Comer chocolate ajuda a combater mau humor


"Tudo está ligado no neurotransmissor chamado serotonina."

É verdade que o chocolate melhora o humor? Os nutricionistas dizem que sim. Além disso o chocolate dá a sensação de bem-estar e prazer. Segundo a nutricionista do Ministério da Saúde, Maria Penha Ferrer, tudo isso ocorre por causa da liberação de um neurotransmissor.  ”Tudo está ligado no neurotransmissor chamado serotonina. Esse neurotransmissor é responsável por diversas funções em nosso organismo como liberação de alguns hormônios e também é fundamental para sensação de bem-estar e prazer. O consumo de chocolate está diretamente ligado na liberação desse neurotransmissor no cérebro que é a serotonina.”

A cientista política, Clarice Arraes, diz que o chocolate ajuda a acalmá-la. ”Em situações de estresse, eu preciso comer um chocolate que aí eu tenho minhas energias revigoradas para conseguir resolver o problema, então, muitas vezes, eu como chocolate como uma válvula de escape para tentar, de certa maneira, a voltar a ter o controle da situação”, conta.


A nutricionista Maria Penha Ferrer lembra que o consumo exagerado do chocolate pode trazer alguns problemas como o aumento de peso, hipertensão arterial, diabetes e aumento do colesterol. Para controlar a vontade de comer chocolate, ela recomenda que a pessoa inclua na dieta frutas, peixes, cereais integrais e grãos, pois eles também auxiliam na liberação de serotonina pelo cérebro, substância que dá bem-estar e prazer.

Fonte: Hortência Guedes / Web Rádio Saúde