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domingo, 28 de abril de 2013

Correr e caminhar proporcionam os mesmos benefícios para o coração?


Correr e caminhar proporcionam os mesmos benefícios para saúde desde que impliquem em gastos energéticos semelhantes. Esta é constatação de pesquisadores norte-americanos que acompanharam por mais de 6 anos um total de 15.945 corredores e 33.060 caminhadores.

"O mesmo gasto de energia entre os indivíduos que correram ou caminharam resultou em reduções semelhantes  nos  riscos de hipertensão arterial, dislipidemia (colesterol elevado), diabetes e doença arterial coronariana (formação de placas de gordura na parede  das  artérias do coração), disse  o Dr. Paul Williams, pesquisador do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, em Berkeley, Califórnia (Estados Unidos).

A análise destes dois grupos de esportistas demonstrou que os corredores geralmente gastam cerca de duas vezes mais energia do que os indivíduos que caminham e, portanto, obtiveram maiores benefícios para a saúde.

"Quanto maior a duração da corrida ou caminhada, maiores eram os benefícios observados. Se a quantidade de energia gasta for a mesma  entre os dois grupos de esportistas, os benefícios para a saúde serão comparáveis. Caminhar pode ser uma atividade mais factível e sustentável   para algumas pessoas em ternos de execução. No entanto, aqueles que escolhem correr acabaram dispendendo o dobro de gasto de energia quando comparados com aqueles que apenas caminham", finaliza o Dr. Willians.

Fonte: Arteriosclerosis, Thrombosis and Vascular Biology.


domingo, 21 de abril de 2013

Distúrbios do sono podem causar arritmias


Cansaço, sonolência e ronco são alguns dos sintomas de portadores de distúrbios respiratórios do sono, mas estes não são os mais graves. Estudos feitos pelo Colégio Americano de Cardiologia mostram que os distúrbios do sono podem causar problemas cardíacos. Pessoas que sofrem de apneia obstrutiva do sono, que se caracteriza por obstrução repetida da garganta, devem ficar atentas a outros problemas de saúde, inclusive cardíacos. 

A fibrilação atrial, uma das arritmias mais comuns, está associada à apneia do sono em cerca de 50% dos casos. Nos indivíduos com episódios recorrentes de fibrilação atrial, o tratamento da apneia do sono reduz significativamente o risco de recorrência da arritmia. “Os mecanismos associados à gênese de arritmias envolvem oscilações da pressão arterial, da frequência cardíaca e nos níveis de oxigenação sanguínea e aumento da atividade do sistema nervoso, decorrentes das apneias”, explica o pneumologista Pedro Genta, do Centro de Medicina do Sono do Hospital do Coração.


 Segundo o pneumologista, é recomendável procurar um especialista em medicina do sono caso a pessoa apresente sintomas como ronco alto, pausas respiratórias durante o sono, cansaço e sonolência durante o dia. “O tratamento da apneia do sono diminui o risco de doenças como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e arritmias”, frisa Genta.


 Já para o chefe do Serviço de Arritmias do hospital, José Carlos Pachón, a obstrução das vias respiratórias faz com que o organismo precise de uma força maior para que o ar chegue até o pulmão e possa ser distribuído para o organismo, o que força o coração a bombear o sangue com mais força ou rapidez. Tipos diferentes de distúrbios do sono estão associados a diferentes tipos de arritmias. Pacientes com históricos de problemas cardíacos devem se preocupar ainda mais com a qualidade do sono. (TM)

domingo, 24 de março de 2013

Sorrir é um santo remédio, especialmente para o coração

Os pesquisadores recomendam que as pessoas tentem ao máximo manter um sorriso no rosto.

Pessoas que sorriem com frequência, mesmo quando não se sentem felizes ou estão estressadas, podem estar protegendo seu coração. Segundo estudo da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, essas pessoas têm os níveis de batimentos cardíacos mais estáveis.

O estudo envolveu 169 participantes e se deu em duas fases. A primeira consistiu em um treinamento no qual os voluntários foram divididos em três grupos e cada grupo foi treinado para manter uma expressão facial diferente.

A segunda fase consistiu em testes nos quais os participantes foram convidados a trabalhar em atividades variadas, que foram especialmente planejadas para serem estressantes. Comparados aos participantes que tinham expressões faciais neutras, os voluntários que foram instruídos a sorrir apresentaram níveis mais baixos de frequência cardíaca após a recuperação das tarefas estressantes.

Com isso, os pesquisadores recomendam que as pessoas tentem ao máximo manter um sorriso no rosto, mesmo em situações estressantes, pois isso pode ajudar a controlar a situação psicológica e fisicamente.
O estudo foi publicado na revista Psychological Science. 

Fonte: UPI